O futebol que andámos a perder...
Não quero com isto defender a continuidade do Chalana na próxima época mas, se pensarmos bem, o que é que os cromos que por cá têm passado têm a mais que ele?
Começa a ser cada vez mais frequente ouvir um benfiquista defender a continuidade do Chalana à frente da equipa. Há duas semanas atrás, esta ideia seria imediatamente classificada como totalmente descabida. O que mudou entretanto? De acordo com os comentadores, mudou essencialmente a táctica.
Esta análise é, na minha opinião, bastante redutora. A táctica mudou sim senhor mas recordo que era precisamente com esta táctica que o futebol do Benfica se apresentava em campo descrente, lento e previsível com o Fernando Santos. Além disso, é notório que há ordens para estar mais perto da baliza do adversário quer a atacar, quer a defender.
Com o Chalana, mesmo sem podermos ouvir promessas de diálogo com os jogadores à Fernando Santos ou verdades de la Palisse à Camacho em conferências de imprensa, é indiscutível que os jogadores entram em campo para ganhar. Fá-lo-iam antes? Julgo que sim, o problema é que, mais do que queimar etapas no transporte de bola em que, invariavelmente, a bola caía nos defesas contrários no tempo do Camacho ou priveligiar a posse de bola em detrimento do risco como acontecia no tempo do Fernando Santos descambando num tipo de jogo sonolento e inofensivo, agora, com o pequeno genial, transparece a clara noção de que as vitórias também se fazem com golos, não os que marcamos mais que os adversários ou os que surgem de um erro de um defesa, mas aqueles que procuramos incessantemente.
Não quero com isto defender a continuidade do Chalana na próxima época mas, se pensarmos bem, o que é que os cromos que por cá têm passado têm a mais que ele?



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