A Sina do Luis
Se me permitem o homicídio de Hobbes, há alturas em que o Benfica consegue ser o lobo do Benfica. E Luis Filipe, como todos sabemos, nunca fez parte da alcateia.
Tenho para mim que o Luis é um cepo. Dos antigos. A determinada altura, na entrevista, admitiu que as coisas lhe correram melhor quando desempenhou as funções de extremo-direito, mas que o facto de não se ter adaptado à evolução (leia-se “velocidade”) dos tempos impediu a sua utilização nessa posição. E obrigou-o a tornar-se lateral.
Não desiste, o que é bom, e, pelo que podemos ler nas entrelinhas, é suficientemente humilde para não embandeirar em arco. Tenho para mim que Luis Filipe, embora não sendo uma vítima, poderia ser um jogador de banco para o Benfica. Útil, na medida do necessário, sem se tornar, jamais, imprescindível. O problema de Luis Filipe, creio, é ele mesmo. A opinião é unânime: mais do que a notória falta de qualidade, falta-lhe, e em quantidades massivas, o estofo necessário para ignorar, por completo, os insultos associados ao seu nome.
Se me permitem o homicídio de Hobbes, há alturas em que o Benfica consegue ser o lobo do Benfica. E Luis Filipe, como todos sabemos, nunca fez parte da alcateia. Exigência demasiada? Sem dúvida. Mas se o Benfica foi sobre ela construído, não faria agora sentido ignorá-la. Luis Filipe argui que todos erram. C'est vrai. Mas uns erram mais do que outros. E isso faz toda a diferença.
JAS
Ps. Quero pedir desculpas aos leitores pela hora tardia em que é publicado este post. Infelizmente, o tempo tem escasseado e, como tal, não me foi possível colocá-lo mais cedo. A todos, as minhas desculpas.



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